sexta-feira, 24 de julho de 2015

sábado, 20 de dezembro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA AUTOPERCEPÇÃO PARA A SAÚDE

A autopercepção tem uma grande importância para a saúde. Pessoas com pouca autopercepção correm o risco de não perceberem os sinais que seu corpo envia de que não está bem, ignoram o que acontecem dentro de si, enquanto que pessoas com excessiva autopercepção correm o risco de desenvolverem síndrome do pânico ou hipocondria, por estarem hiper vigilantes as suas sensações físicas e emocionais. A região do cérebro responsável pela autopercepção é a insula.Fica situada entre os lobos temporal e frontal e é nela que os órgãos viscerais estão mapeados em pontos específicos. Uma maior ativação na insula aumenta o nível de autopercepção, ao passo que uma baixa ativação apresenta baixo nível de autopercepção. Assim para modificar o nível da sua autopercepção você deve aumentar ou diminuir a ativação da ínsula.
O tratamento mais validado para tratar a síndrome do pânico é a terapia cognitiva. Nela os pacientes aprendem a reenquadrar ou a reavaliar o significado dos sinais corporais e alterar sua relação com seus próprios pensamentos e emoções, diminuindo assim a ativação da Ínsula.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Como pessoas deprimidas podem aumentar sua capacidade de sustentar emoções positivas segundo o neurocientista Richard J. Davidson.

Em situações alegres são ativam um amontoados de neurônios no interior do estriado ventral chamado núcleo acumbente, são esses neurônios que secretam ou captam o neurotransmissor chamado dopamina - que está ligado as emoções positivas, à motivação ou ao desejo- e também os opiáceos endógenos- que estão ligados ao bem estar que sentimos ao fazer exercícios físicos (por isso a importância de praticar atividades físicas quando em depressão). Estudos revelam que o que diferenciam pessoas deprimidas e as demais é a capacidade de sustentar as emoções positivas, e não de senti-las. Quanto maior a atividade no núcleo acumbente - atividade sustentada por sinais emitidos pelo córtex pré frontal- mais a atitude positiva é presente. quanto menor a atividade nessa região mais presente está a atitude negativa. Pessoas deprimidas possuem pouca atividade nessa região o que explica a pouca capacidade de sustentar as emoções positivas. Para que isso ocorra é necessário então que as atividades no núcleo acumbente sejam aumentadas.
Isso sugere induzirmos a nós mesmos por meio dos pensamentos e da vontade, a sensação de recompensa.( Ativando assim o sistema de recompensa ) Alguns exercícios auxiliam nisso, um deles é treinar esperar por gratificações futuras, resistir a alimentos a fim de ter o prazer de estar mais magro; resistir comprar quando estiver tentado, resistir telefonar para a pessoa amada assim que venha o desejo. Enfim procurar situações em que precise adiar a gratificação. Um outro exercício é a técnica chamada terapia do bem estar, que baseia-se em escrever elogios a si mesmo ou a pessoas do seu convívio. Expressar gratidão regularmente e elogiar os outros com frequência.
Mas atenção, estamos falando especificamente em aumentar a atitude positiva, porém esse é apenas um dos fatores. Quanto maior o nível da depressão, mais necessário se faz um acompanhamento de profissionais preparados. Para tratar a depressão a Terapia Cognitiva é 
a Abordagem psicológica mais indicada.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

NEUROCIÊNCIA E TERAPIA COGNITIVA NA DEPRESSÃO

A Terapia Cognitiva é a abordagem psicológica mais eficiente no tratamento de depressão, pois auxilia o paciente a reestruturar cognitivamente pensamentos negativos e crenças disfuncionais, num período de tempo relativamente curto. Durante esse processo ocorre uma maior ativação entre o córtex pré frontal esquerdo e a amígdala, essa ativação é necessária para o paciente tornar-se mais resiliente ( consiga superar as adversidades com maior facilidade ). Por isso é uma abordagem aprovada pela medicina, já que sua eficácia é comprovada cientificamente. Pesquisas revelam que pacientes depressivos que fazem terapia cognitiva tem um grau de melhora significativa em poucos meses de tratamento.

NEUROCIÊNCIA E TERAPIA COGNITIVA NO TRATAMENTO DE TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS TRAUMÁTICO

Algumas pessoas que passaram por situações traumática, como por exemplo acidentes e sequestros desenvolvem o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). O TEPT é um transtorno no qual a sensibilidade ao contexto é afetada, ou seja, a pessoa traumatizada vivencia em experiências normais lembranças dolorosas do trauma. E este é o problema, elas vivenciam os sentimentos ruins em contextos não traumáticos por não conseguir discernir corretamente o contexto social, levando a respostas emocionais que não são adequadas ao contexto. Pessoas que sofrem de TEPT com frequência possui funcionamento anormal do hipocampo, onde as conexões entre ele e o córtex pré frontal são disfuncionais.
O tratamento indicado para fortalecer ou enfraquecer essas conexões é a terapia de exposição, uma das técnicas da Terapia Cognitiva, que consiste em habituar o paciente gradualmente aos sinais que o deixam nervoso ou ansioso.

domingo, 30 de março de 2014

CHORAR FAZ BEM???

Há quem diga que chorar faz bem para a alma, posso até concordar , porém o questionamento que  faço é: Chorar por quem? Chorar prá que? Chorar pelo que?
A tristeza faz parte das nossas emoções básicas, é por ela que nós podemos identificar o que não está indo bem na nossa vida e a partir dessa reflexão podemos nos focar na meta que queremos para resolver aquele problema que nos causou a tristeza. Neste caso podemos  chorar ESPECIFICAMENTE pelo que nos trouxe esse sentimento. Porém quando nosso choro é pelo que interpretamos da situação, então estamos triste não pelo evento em si, mas pela forma como pensamos sobre ele, isso estará relacionado com a nossas crenças, e aí estaremos chorando não de forma específica, mas sim pela ligação que fizemos entre o evento e o que acreditamos de nós.
Por exemplo imagine o fim do relacionamento amoroso, onde seu parceiro(a) escolheu não mais estar com você. Isso realmente é motivo para chorar se você ama seu conjuge, mas de que forma você vai chorar por isso?
 Se você pensar que este era para você um relacionamento satisfatório, que era feliz com ele (a) e que infelizmente ele (a) não quiz mais estar com você, terá uma tristeza específica pelo fim do relacionamento, aceitando que as pessoas não são obrigadas a nos amarem,  que não temos controle sobre os sentimentos delas e que você fez o que podia ter feito para que não terminasse. Apesar de sofrer por um tempo, consiguirá seguir em frente, pois fará atribuição positiva desse evento ruim "Eu fui uma boa esposa, com erros e acertos como todo mundo, mas infelizmente o relacionamento terminou".
Se você pensar que este relacionamento terminou porque você não consegue manter-se com ninguém, porque você foi uma péssima esposa ou por que ninguém te ama, então estará sofrendo pelas suas crenças de incapacidade "Eu não consigo manter um relacionamento", inadequação "Eu não sou uma boa esposa"ou não estima "Ninguem me ama", sendo assim seu sofrimento será duradouro e pode vir a se tornar até mesmo uma depressão.
 Pessoas otimistas fazem atribuições positivas de eventos bons e ruins, enquanto pessoas pessimistas fazem  atribuições negativas tanto de eventos bons como de eventos ruins.
Chorar a perda é saudável quando percebemos que perdemos, mas que podemos superar e que essa perda não está TOTALMENTE relacionada ao que somos. Já chorar a perda é disfuncional quando ligamos o evento ao que acreditamos que somos.
Pensar "Este relacionamento não deu certo", "Ele não me ama" ( específico e temporário ), ao invés de " Todos os meus relacionamentos não dão certo", "Ninguém me ama" ( universal e permanente ) faz toda a diferença no nível de sofrimento e energia dispendida para esse evento.
É certo que algumas pessoas tem mais afetividade positiva que outras, mas uma pessoa pode ser feliz, ainda que sem muita emoção positiva, buscando mudar a sua forma de atribuições a eventos e reestruturando suas crenças disfuncionais.
Se você não está conseguindo sair dessa tristeza sozinho, procure um profissional.
Rosângela Garcia.
Psicóloga Especialista em Terapia Cognitiva

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Para um 2014 com FOCO e CONQUISTAS










Pensando no fim de ano e nas reflexões que costumamos fazer nesta época tenho algumas propostas de trabalho em Coaching para auxiliar você a alcançar suas metas para 2014, através da definição de objetivos realistas, utilização de ferramentas que auxiliem no planejamento e motivação para que o próximo ano seja cheio de conquistas.




Esse trabalho está sendo realizado para:
1- As pessoas que tem sonhos, objetivos, metas e até submetas, mas não as realiza
2- As pessoas que se prometem a cada final de ano se lançar a novos desafios, mas perdem o foco facilmente.
3- As pessoas que pensam, se organizam, planejam e até esboçam seus planos, mas não os executam.
4- As pessoas que deixam seus objetivo para amanhã e por isso a cada fim de ano se frustram por não ter alcançado
5- As pessoas que sabem exatamente o que fazer para alcançar suas metas, mas não fazem.
6- As pessoas que sabem, fazem, mas querem fazer de forma melhor.

Empresas, equipes e pessoas que se interessarem entrem em contato.
rosangela.garcia8@hotmail.com/ Facebook: Rosângela Garcia/ Celular 67 9983 3770.





domingo, 22 de setembro de 2013

O que a VIDA me ensinou ?

Aos meus 43 anos de idade o que a vida me ensinou?
A vida me ensinou que a família é um presente de DEUS. Não a escolhi, mas Ele escolheu para mim, então é com essa família que aprendo, divido, questiono e posso ser feliz.
Ensinou que o melhor momento do mundo é aquele que estou com minhas filhas, mesmo que seja só as observando.
Ensinou que não preciso ser rígida para educar, basta colocar limites com amor.
Ensinou que na relação conjugal estar certa não é mais minha prioridade, eu prefiro estar em paz.
Ensinou que os amigos são mais valiosos que os bens materiais e que AMIGOS de verdade, não me julgam, eles me alertam, me incentivam e me admiram e me ajudam em qualquer momento da minha vida. Amigos são anjos enviados por Deus e mesmo distante sempre estão no meu coração.
Ensinou que o meu sorriso é meu melhor “cartão de visita”, com ele conquisto amigos, levo conforto a conhecidos e desconhecidos, ajudo meu estado de espírito e torno meu dia melhor. É gratuito sorrir.
Ensinou que aprendo pelo exemplo muito mais que por palavras, então preciso estar atenta pra aprender o que faz bem e simplesmente “deletar” o que não faz. E atenta ao que faço mais que ao que digo.
Ensinou que o mundo pode ser ruim, e pode ser bom, depende de como eu interpreto as situações, de como dou significado a elas. O que de ruim acontece pode ter um BEM por vir, preciso estar atenta a isso, ao invés de lamuriar.
Ensinou que as rédeas da minha vida estão em minhas mãos EU posso mudar a direção a qualquer momento.
Ensinou que no “fundo do poço tem uma mola”, basta buscar todos os meus recursos para impulsioná-la pra subir de novo. E que SEMPRE tenho muitos recursos.
Ensinou que ter sucesso é ter a certeza de que fiz o melhor que eu pude com todo o meu coração. Dessa forma sou melhor que EU a cada dia.
Ensinou que sou injusta comigo quando me comparo a alguém, preciso me comparar a mim mesma para poder medir o meu progresso e isso é melhoria contínua. A perfeição não existe, e que não preciso dela para ser feliz.
Ensinou que TODO momento é especial, assim não preciso de dias especiais para tomar um vinho ou champanhe, usar os melhorar utensílios, as melhores roupas, não preciso deixar para amanhã, posso curtir HOJE.
Ensinou que o tempo não me espera e que se quero ser feliz  preciso aproveitá-lo a todo o momento. Nas minhas horas de descanso, descansando; nas horas de laser, aproveitando; nas horas de estudo, estudando com foco; nas horas de trabalho, dando o meu melhor, com todo meu coração.
Ensinou que o bem gera o bem e o mal gera o mal. Tenho livre arbítrio e escolho o caminho a seguir.
Ensinou valores maravilhosos como honestidade, liberdade, positividade, amor, sabedoria, alegria, genuinidade, determinação, superação, atitude e que vez em quando eu deixo de aproveitar deles perdendo grandes momentos felizes.
Ensinou que o erro é bem melhor que eu imaginava, que é com ele que construo a minha caminhada, aprendendo, modificando, crescendo. É dele que tirei as maiores lições da minha vida. Como não erro porque quero dou boas vindas a ele, e dessa forma erro menos. Sou livre para errar.
Ensinou que a felicidade não está no fim, está no caminho, na jornada, no dia a dia com minhas falhas e acertos. Eu quero e posso ser feliz agora.
Ensinou que mesmo nas piores fases da minha vida, quando não tenho controle sobre a situação, ainda assim, posso usar a minha inteligência emocional e me sair bem delas.
Ensinou que muitas coisas não estão sobre o meu controle e que infelizmente não posso fazer nada em alguns momentos, mas posso não me sentir culpada por isso.
Ensinou que os meus pensamentos automáticos negativos na maioria das vezes não são verdadeiros e que posso reestruturá-los não desperdiçando energia com o que não tem importância.
Ensinou que quando esses pensamentos são verdadeiros eles são problemas e problemas surgem para que os resolva de forma consciente, calma, tranqüila podendo na maioria das vezes alcançar a melhor solução e não automaticamente ou impulsivamente, onde os resultados serão catastrófico.
Ensinou que quando uma área da minha vida não está bem, ela NÃO é o TODO, então tenho muitas outras áreas que me fortalecem e me ajudam a superar o que preciso.
Ensinou a não tomar para mim problemas que não são meus. Posso sim ajudar se estiver ao meu alcance, mas não é justo nem comigo, nem com o outro que eu queira resolver problemas alheios, pois muito provavelmente não conseguirei resolver e me sentirei frustrada.
Ensinou que é digno que eu ensine a pescar e não que dê o peixe, afinal não estarei junto por muito tempo.
Ensinou que algumas pessoas vivem muito, outras vivem pouco e aprendem demais com a vida e que serei sábia aprendendo com elas. Outras pessoas vivem muito e não aprendem nada. E que isso não é da minha conta.
Ensinou que viver em comunhão com Deus é bem mais que ir a igreja todos os dias, e sim “praticar o bem sem olhar a quem”.
Ensinou que criar expectativa é LOUCURA.  Não tenho controle sobre os pensamentos e os comportamentos das pessoas, então não é JUSTO comigo me frustrar, me magoar pelo que os outros fizeram ou deixaram de fazer por mim ou para mim.
Ensinou que a gratidão é uma dádiva e pouquíssimas pessoas a conhecem. Por elas só me resta rezar.
Ensinou que a gentileza e a compaixão  movem o mundo numa corrente do bem e são valores que podem ser adquiridos a qualquer momento, por qualquer um. Pau que nasce torto, só morre torto se quiser.
Ensinou que o amor próprio é o maior amor que possa ter, pois me amando, amo  Deus, o universo, o próximo. Amar a mim mesma garante a minha sobrevivência e me ajudar a enfrentar os desafios da vida.
Ensinou que quando elogio a mim mesma, não estou sendo soberba, apenas estou reconhecendo minhas qualidades, minhas capacidades e me fortacendo para fazer o bem a mim e a todos que me rodeiam.
Ensinou que o que FAZ a diferença na minha vida é o que eu penso sobre mim e não o que os outros pensam sobre mim. O que eu penso pode me elevar ou me derrubar, o que o outro pensa na maioria das vezes não faz nem um arranhão.
Ensinou que por mais que eu explique, argumente, desenhe ou faça mímicas as pessoas só vão entender se quiserem, portanto sou responsável pelo que falo não pelo que o outro entende. Assim preciso ser o mais clara, honesta e objetiva no que eu quero dizer.
Ensinou que me sentir perseguida ou injustiçada me paralisa e mesmo que alguém colabore para o mal que aconteça a mim, a responsabilidade maior é minha de deixar ou não me influenciar, de ficar na inércia ou ter atitudes que favorecem a minha saída desta situação.
Ensinou que ser vulnerável não me torna fraca, ser vulnerável me mostra que sou humana e aceitar minha vulnerabilidade é o primeiro passo para superá-la quando necessário.
Ensinou que tenho o direito de ter raiva , mas me manter na raiva não faz mal aos outros, faz mal a mim, a minha saúde física e mental. Então conto até DEZ e às vezes até 100 e percebo que muito pouco posso fazer para que se cumpram as minhas regras internas, então relaxo e mudo o foco.
Ensinou que quando a ansiedade ou a preocupação aparecem é preciso pensar no que de pior possa acontecer e percebo que o pior é bem melhor que inicialmente eu imaginava imediatamente encontro recursos para enfrentar e me acalmo. E o melhor, aquilo que eu tinha certeza que ia acontecer não acontece com a intensidade imaginada, e muitas vezes nem acontece.
Ensinou que quando meu coração dói é necessário ouvi-lo e descobrir o que me incomoda para resolver o problema. Descobri que esse é o lado bom da tristeza.
Ensinou que todas as coisas que faço com alegria, amor e sem esperar nada em troca dão muito certo e me trazem uma sensação de bem estar e dever cumprido incrível.
A vida me ensinou bem mais, ela ensinou que me ensina o tempo todo, que sou imperfeita, que todo o aprendizado é um contínum, que em muitas coisas  que citei ainda “piso na bola”, ainda tenho muitooo a melhorar. Porém ter consciência disso faz com que eu pratique muito mais o bem, torna minha vida mais leve e me faz mais feliz.
E você o que a vida te ensinou ?
Rosângela Garcia
Aquidauana, 22 de setembro de 2013.